Alma perdida
Tenho a alma perdida em
pensamentos desconhecidos, pensamentos que se dispersam como folhas ao vento.
Estou envolvida por sentimentos disformes e confusos, como se os parafusos da
minha mente tivessem se soltado.
Não sei como lidar com esta
situação. Não posso simplesmente apagar tudo como se fosse um quadro-negro.
Nego-me a perder a noção e esquecer uma vida não vivida.
Preciso libertar-me desta prisão
e deixar a emoção controlar e adormecer o pensamento. Este sentimento que me
assola é tão forte quanto uma tempestade, arrasando e destruindo tudo em seu
caminho, sem construir nada. A rejeição impede o cultivo de algo mágico e
transcendental, como uma flor que não pode desabrochar.
Sofro porque nunca saberei o que
poderia ter sido, e isso não se apaga, pois não está escrito a giz. Eu nada sou
e nada sei sobre o que posso oferecer, vacilar ou apenas magoar.
Deixa-me guardar tudo isso como
uma emoção linda e viver no contemplativo, como um pintor que admira sua obra
inacabada. Será que consigo? Fico triste e feliz ao mesmo tempo, não quero te
perder, por isso não me afastes e não deixes de estar comigo.
Mil perdões por colocar tudo nestas condições. Oh, minha alma perdida, não te deixes ser vencida, pois sou eu que estou perdida por estas sensações. Algo despertou em mim, adormecido por muitos anos, como uma história antiga com mil anos.

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