A
Luz Que Sobrevive ao Labirinto
Às vezes, o
pensamento torna-se um labirinto interminável. Caminhamos por corredores
sombrios, cercados por muralhas que se erguem sem piedade, impedindo-nos de
avançar. Voltamos atrás, insistimos, e surgem mais muralhas — um ciclo teimoso,
exausto, que desgasta até a esperança. Quando desejamos que algo bom aconteça e
tudo à nossa volta insiste em ser obstáculo, a noite torna-se pesada, rouba-nos
o fôlego, esvazia-nos as ideias, entristece o peito. Hoje sinto-me assim:
cansada, desanimada, perdida no silêncio. Sem forças para enfrentar pessoas,
ruídos, problemas. Mas, apesar de tudo, há uma certeza que permanece intacta,
uma verdade que nem muralhas nem labirintos conseguem tocar: na alma, bela e
poderosa— e isso, pelo menos isso, continua a iluminar o caminho, mesmo quando
eu não o vejo.

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