Essência do Arco-Íris
Entre o sonho e a realidade, um
arco-íris se estende como uma ponte de fogo líquido, vibrando entre mundos que
sussurram promessas e perigos. É uma fenda luminosa no tecido do tempo, por
onde escorre um universo encantado e vertiginoso.
Aqueles que não foram tocados
pela faísca apenas espreitam de longe, separados por muralhas de névoa e
silêncio — muralhas que seduzem com o mesmo fervor com que repelem.
Desejo os teus lábios como quem
deseja o primeiro sopro de ar após o naufrágio. O sabor da tua alma roça a
minha como relâmpago em campo seco — e nesse toque, tudo arde.
Teu beijo é um portal: não de
carne, mas de essência. Um limiar onde o tempo se curva e as almas se despem.
Apenas um beijo — e o mundo se desfaz em luz e sombra.
Quando abrimos o coração, a alma
ruge como um incêndio faminto. Queima por dentro, e nos perguntamos se a
verdade é um veneno ou um milagre.
Não levantemos muros — que as
almas se encontrem nuas, sem armaduras, se o destino ousar traçar esse encontro.
Almas entrelaçadas na vertigem do
desejo, dançando na beira do abismo, procurando uma harmonia que só os loucos
ousam sonhar.
Criemos memórias como brasas:
doces, intensas, eternas. Sem culpa, sem lamento — apenas um instante terno e
melódico no fim do arco-íris.
E se o destino escrever nossa
história, que o faça com tinta de lava e palavras que sangram desejo. Sem medo.
Sem freios. O mundo, então, arderá em nossas mãos.
Almas entrelaçadas na vertigem da
loucura e na chama insaciável do desejo, em busca de uma harmonia que ecoe no
infinito. Que nossas memórias sejam doces como o néctar proibido, ardentes como
o sol do meio-dia, e eternas como os segredos sussurrados pelos deuses — sem
culpa, sem lamento. Apenas um instante de ternura melódica no fim do arco-íris,
onde o tempo se curva diante da paixão.
E se o destino ousar escrever nossa história, que o faça com letras de fogo e desejo. Queime as páginas da dúvida. Que não haja medo, nem remorso — pois o mundo, em chamas, pulsa entre nossos dedos.

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