Ilusória Cura
Noite escura, silêncio que ecoa no vazio, perdida em mim mesma.
Minha estrela, solitária no céu, cintilas com uma luz quebrada, tão tênue que
mal me toca — um véu de saudade que não aquece, apenas envolve.
Há uma dor bela na quietude que
se instala no crepúsculo dos meus pensamentos.
Ali jazes, livre e translúcida, escapando dos abismos que me prendem.
Tua presença desassombra minha
alma ferida, e acalma, com doçura indomável, uma ânsia de paz que nunca chega
por inteiro.
Tua luz, lacônica, cura
tempestades, apazigua batalhas internas, mas não vence a guerra que me habita.
Noite escura, silêncio que grita em mim, estrela minha, ainda brilhas —mas tua luz, partida, é só reflexo de uma cura que não permanece.

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