quarta-feira, 25 de junho de 2025

Linguagem Secreta das Almas


 

Linguagem Secreta das Almas

Não consigo ler os teus pensamentos, pois vivo num mundo entrelaçado de sentimentos, como um jardim secreto onde as emoções crescem entre raízes e galhos. Fujo de quimeras, essas sombras que dançam na minha mente, tentando me enganar. Quero decifrar a tua alma, como um explorador que desvenda mapas antigos, revelando a pura essência que pulsa no teu interior. Podes negar, mas somos como rios que correm na mesma direção, mesmo que por caminhos diferentes.

Não te vás embora, fica aqui comigo, pois não quero mentiras, apenas a verdade cristalina como um lago em calma. Se me abrires a porta do teu espírito, vais ver um manicômio de emoções, um universo de loucura e beleza. Passa na minha vida e vê que a louca sou eu própria, uma tempestade de saudades num vazio irracional, como um céu sem estrelas.

Vem comigo de norte a sul, navegando por mares de sonhos e tempestades de dúvidas. Sei que não sou fácil, como uma floresta densa que desafia o caminhante, e não sou um ser frágil à primeira vista, mas uma rocha que resiste às ondas do tempo.

E se eu soubesse que podia tentar a vida, talvez sorrisse como quem encontra um raio de sol após uma longa tempestade. Olha para cima, que eu sinto o teu cheiro como uma brisa que atravessa as nuvens, e imagino a tinta do teu corpo, mesmo na escuridão, como uma obra de arte que desafia a luz. Ambos temos razões para moldar o passado como um escultor e pensar no futuro como um arquiteto.

O mundo pode dar uma volta, e nós podemos dar a volta ao mundo, viajantes de almas em busca de algo maior. Quero mergulhar fundo no teu corpo, como um oceano que se perde no horizonte, e nele me afundar, entrelaçando as mãos como raízes que se unem na terra. É tudo fantasia, um sonho que dança na névoa, e não sei se sou tudo aquilo que desejas, mas quando me olhas nos olhos, sou teu reflexo, como uma lua que espelha o céu.

Caminho com coragem, mesmo quando me perco na viagem, como uma estrela que brilha na noite escura. Perdi-me e renasci, como uma fênix que se reinventa das cinzas. O vento tudo levou, levando minhas dúvidas e trazendo novas esperanças.

Continuo descalça, trilhando caminhos dolorosos, sem dona do destino, uma viajante errante na vastidão da vida. Vivo em mil cores, em mil formas, em mil intensidades, pois a vida é um arco-íris selvagem — e só tu tens o o pincel capaz de pintá-lo com o fogo ,com a ousadia dos teus sonhos, com a beleza crua da sua verdade.

Minha alma vive entre paradoxos, coerente na sua incoerência, incoerente na sua coerência. Vibra com intensidade, como uma borboleta que dança entre flores, leve e sublime, ou como uma loba que uiva para a lua, sedenta por espaço, conquista e liberdade.

Não é teimosia, é uma convicção ardente, como uma chama que não se apaga. É o anseio que queima, a carência que pulsa como um coração acelerado.

Algo transcendental: um ritmo compartilhado, uma sintonia de almas que se reconhecem no meio do caos. Onde nos perdemos na imensidão, apenas para nos reencontrar no mesmo gesto, no mesmo olhar, como duas estrelas que se encontram na vastidão do universo.

Pensamos no hoje, e quando o amanhã chegar, já o dominamos com a certeza de quem conhece o tempo como um aliado, não como um inimigo.

O tempo não é apenas o que passa, mas também o que permanece, como uma pegada na areia que o vento não consegue apagar. Ele domina tudo, molda quem somos, o que sentimos, o que guardamos na memória como um tesouro escondido.

Sem tempo, não há história, nem começo, nem fim.

Fala-me de ti.




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The Guardian of Shadows

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