terça-feira, 22 de julho de 2025

Procura-se a luz


Procura-se a luz

Não se deve abusar da bondade como quem colhe flores sem pensar na raiz.
As pessoas boas são como árvores antigas: suportam tempestades, perdoam ventos fortes, mas quando decidem tombar, não há força que as faça voltar a erguer-se no mesmo lugar.

Vivo de letras, sonhos e fantasia. Cada texto é uma semente lançada ao vento, parte de mim germina ali, mesmo que o solo seja imaginário. Não se iludam: são prosas nascidas de uma mente fértil que precisa libertar-se como rio que transborda.

Luto contra as sombras, procuro a luz, tento organizar o meu próprio caos.
Às vezes, a vida exige decisões como podas drásticas: cortamos ramos que julgávamos essenciais, mas que impediam a árvore de florescer. E mesmo assim, não podemos deixar que a solidão nos envolva como heras selvagens, que se agarram e sufocam até a última folha.

O amor-próprio deve ser o sol do nosso jardim interior. A paz, o seu solo fértil. A vida é dura como o inverno, e lidar com outros seres é como cuidar de uma floresta: cada árvore tem o seu tempo, o seu espaço, a sua raiz.

Todos os dias escrevemos a nossa história como quem caminha por trilhos na neblina. O mundo pode ser assustador como uma noite sem luar, mas não devemos ajoelhar-nos ao medo, nem por compaixão.

Perdemos folhas, ganhamos flores. Há estações que parecem eternas, mas é preciso ser fiel à nossa seiva, resistir ao impacto das geadas e não desistir dos nossos frutos: paz, tranquilidade, respeito.

Dar ênfase aos verbos SER, QUERER e VIVER.E a todos os que brotam da nossa essência.

Depois da tempestade, a bonança virá , como o arco-íris que só se revela a quem não desiste de olhar o céu. Não olhar para trás é como deixar que o rio siga o seu curso.

Ninguém é dono de ninguém. E não devemos permitir que a infelicidade de outro seja o espelho da nossa.

É preciso ser montanha diante dos obstáculos, ter coragem de dizer “basta” como quem ergue muralhas contra o vento. Mas lembrar sempre: somos humanos. E os egos, como folhas secas, devem ser varridos para que não tapem a luz.

Quem depende de nós é flor frágil, inocente, e deve ser prioridade. Apesar de tudo, devemos ser íntegros como o tronco que não se curva, fiéis à nossa essência, sem medo de plantar um novo ciclo em busca da paz.

Neste momento, sinto-me no epicentro de um furacão. Receio os estragos de um F5, mas estou de pé, espada em punho, armadura posta, se aguento não sei...
Coragem de guerreira, coração de passarinho. Procura-se a luz. Nada mais.

                                                            



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