Procura-se
a luz
Não se deve
abusar da bondade como quem colhe flores sem pensar na raiz.
As pessoas boas são como árvores antigas: suportam tempestades, perdoam ventos
fortes, mas quando decidem tombar, não há força que as faça voltar a erguer-se
no mesmo lugar.
Vivo de letras,
sonhos e fantasia. Cada texto é uma semente lançada ao vento, parte de mim
germina ali, mesmo que o solo seja imaginário. Não se iludam: são prosas
nascidas de uma mente fértil que precisa libertar-se como rio que transborda.
Luto contra as
sombras, procuro a luz, tento organizar o meu próprio caos.
Às vezes, a vida exige decisões como podas drásticas: cortamos ramos que
julgávamos essenciais, mas que impediam a árvore de florescer. E mesmo assim,
não podemos deixar que a solidão nos envolva como heras selvagens, que se
agarram e sufocam até a última folha.
O amor-próprio deve ser o sol do
nosso jardim interior. A paz, o seu solo fértil. A vida é dura como o inverno,
e lidar com outros seres é como cuidar de uma floresta: cada árvore tem o seu
tempo, o seu espaço, a sua raiz.
Todos os dias
escrevemos a nossa história como quem caminha por trilhos na neblina. O mundo
pode ser assustador como uma noite sem luar, mas não devemos ajoelhar-nos ao
medo, nem por compaixão.
Perdemos folhas,
ganhamos flores. Há estações que parecem eternas, mas é preciso ser fiel à
nossa seiva, resistir ao impacto das geadas e não desistir dos nossos frutos:
paz, tranquilidade, respeito.
Dar ênfase aos verbos SER, QUERER e
VIVER.E a todos os que brotam da nossa essência.
Depois da
tempestade, a bonança virá , como o arco-íris que só se revela a quem não
desiste de olhar o céu. Não olhar para trás é como deixar que o rio siga o seu
curso.
Ninguém é dono
de ninguém. E não devemos permitir que a infelicidade de outro seja o espelho
da nossa.
É preciso ser
montanha diante dos obstáculos, ter coragem de dizer “basta” como quem ergue
muralhas contra o vento. Mas lembrar sempre: somos humanos. E os egos, como
folhas secas, devem ser varridos para que não tapem a luz.
Quem depende de
nós é flor frágil, inocente, e deve ser prioridade. Apesar de tudo, devemos ser
íntegros como o tronco que não se curva, fiéis à nossa essência, sem medo de
plantar um novo ciclo em busca da paz.
Neste momento, sinto-me no
epicentro de um furacão. Receio os estragos de um F5, mas estou de pé, espada
em punho, armadura posta, se aguento não sei...
Coragem de guerreira, coração de passarinho. Procura-se a luz. Nada mais.

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