Entre Correntes e Silêncios
Escrevo com o coração aberto, num
momento em que me sinto particularmente vulnerável. Não estou no meu melhor, e
talvez por isso as palavras saiam mais cruas, mas também mais verdadeiras.
Valorizo profundamente a sinceridade.
Para mim, a verdade é sempre bem-vinda, mesmo quando é difícil de ouvir. Não
existe necessidade de me esconder algo ou de me proteger com mentiras, prefiro
sempre a transparência, mesmo que nos desafie.
Se em algum momento houver desconforto
ou dúvida ou não souberem como abordar algo, peço apenas que sejam verdadeiros
comigo. A confiança constrói-se com honestidade, e é isso que mais prezo nas
relações que escolho cultivar.
O meu coração é um navio naufragado
sem porto, à deriva num oceano sem mapas. Submerso no azul profundo, recolhe-se
nas suas próprias ruínas, sem exigir resgate da vida nem dos navegantes que por
ele passaram. Flutua como uma folha levada pela corrente, entregue ao tempo e
ao silêncio. Um dia, talvez se transforme em pedra, guardando segredos nas suas
fissuras, ou se dissolva no mar, tornando-se parte da própria imensidão.
È um mero desabafo, estou mais frágil
e talvez por isso me falte o filtro habitual.
Mas acredito que é nos momentos mais
difíceis que a verdade se torna ainda mais essencial.
